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Penso Rápido

Pequenos Remédios, para as comichões do dia-a-dia.

Penso Rápido

Pequenos Remédios, para as comichões do dia-a-dia.

Cá está ele

Surge mais um mês, o primeiro deste meu novo, querido, doce ano. 

No mês anterior fiz uma lista de coisas que ando a adiar para despachar de uma vez, no meio das outras quinhentas e noventa e duas e meia coisas que há para fazer diariamente. Olhando para lá, foi quase tudo feito e estou contente por esta nova forma de agir mais para a frente. 

O que ficou por fazer vai ser acrescentado à lista deste mês que vai ficar pronta este fim-de-semana. Arrumar, na cabeça e no coração o que há para fazer e avançar. 

Aos fins-de-semana acontecem sempre muitas coisas por estes lados: uma casa para organizar e planificar, do que passou e da semana que está para chegar. Ter presente tempo para eles, os meus tesouros e amores. E o meu tempo e espaço que fica sempre no fim da lista e que aos poucos, vai subindo nas prioridades de ser-se feliz.

E vieram parar-me estas ideias giras, deste blog também muito sugestivo, que concilia o prático, com esta coisa boa de se ser mulher, para além de mãe. Fica a sugestão.

Feliz outubro!




Foto aqui 

E foi tudo para o lixo

Era a lista para as compras.
Lista para as atividades dos miúdos: ballet, Karate, mandarim, como fazer um pudim, ciclismo, malabarismo.
O caderno da lista doméstica: trocar as roupas da estação do ano (ainda existem?), limpar os sapatos, os atacadores, arrumar os livros e pergaminhos da estante que eram da avó. A gaveta do frigorífico e a tábua de cortar a carne. Desinfetar e arrumar. Limpar os wc´s com o detergente azul, a cozinha com o verde. 
Faltava outro caderno da lista do trabalho: marcar 4 reuniões, mandar vir os materiais para as maquetas novas, responder aos últimos 30 mail´s, atualizar o estado no facebook profissional e fazer o pino,  a cada 45 minutos para ativar a circulação sanguínea e incrementar mais ideias.
E ainda a lista da família: tratar do bolo de anos da tia Alzirinha, a prenda da sobrinha mais nova e imprimir as fotos do último Verão em Mira.

Havia claro, uma lista que coordenava todas estas listas. De forma a que tudo batesse certo, não fosse o universo parar de respirar.

Naquele dia, entre muitos post-it de várias cores florescentes diferentes, o quadro de registo desmoronou-se no chão. Ou teria sido ela? 

Os muitos afazeres fugiram das folhas, das listas, das enormes listas e apanhando a janela aberta, fugiram por entre a fresta e lançaram-se no espaço. Literalmente voo tudo para o espaço. Foi-se. Trabalho de horas, raciocínios complexos de tentar encaixar tudo. Foi-se. 

Como fazer, viver ou respirar... sem as listas?

Olhou então para o que tinha ficado em cima da mesa de trabalho, na parede e no quadro de tarefas. Nada. Um vazio. Ou o vazio seria dentro dela?

Pegou num lápis, fechou os olhos. Respirou. Uma, duas, três, quatro vezes. Respirou de novo. Uma, duas, três, quatro vezes. Respirou mais uma vez. Uma, duas, três, quatro vezes. Olhou de novo para as folhas, para as listas, agora vazias. E começou a desenhar, a escrever, o que realmente era importante naquele dia:

  • Sorrir, para dentro. Para fora. Para mim. Para os outros.
  • Rir...pelo menos uma vez, com imensa vontade. Criar situações de riso.
  • Abraçar, mais.
  • Brincar. Atirar-me para o chão, pegar em carros, bonecas, na consola...brincar com eles.
  • Sentir-me grata. Abençoada. 
  • Deixar de listar tanto. Viver.
  • Estar consciente do presente. Do agora. 
E foi assim, que tudo o resto foi para o lixo.


imagem daqui - We Blog You

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