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Penso Rápido

Pequenos Remédios, para as comichões do dia-a-dia.

Penso Rápido

Pequenos Remédios, para as comichões do dia-a-dia.

Porque não?



"Alguns Homens vêm as coisas como são e perguntam Porquê?

Eu sonho com as coisas que nunca foram e pergunto Porque não?"

George Bernard Shaw



Perdidos e Achados

Corri a cozinha.

Vi por baixo da cama.

Por baixo do sofá.

Fui ao quarto dos miúdos.

Vi de novo, na estante dos sapatos.

Hoje estava mais frio e quis trocar os chinelos de verão pelos de inverno. Voltei a procurar de novo porque tendo meias calçadas é difícil de calçar chinelos de dedo. 

Desisti. Calcei umas sabrinas e fui estender a roupa. Quando já estava a pousar a bacia da roupa... lá estavam eles, a espreitar. Quietos na sua quietude de chinelos. 

As vezes que isto acontece quando se perde alguma coisa. As vezes. 
Com os chinelos e com tudo o resto na santa vidinha: a serenidade, a paz, o amor, as relações. Basta parar de os perseguir que nos aparecem na frente. 

Isso e estas meias que assim já não são precisos outros chinelos.




Rotular

Os comerciais têm a grande vantagem de, em pouco tempo, passarem uma mensagem que dispensa grandes explicações. Cada um que tire a sua.

Quando envolvem pessoas reais, com reações reais, melhor ainda.

Ainda sobre esta coisa de nos formatarmos e colocarmos rótulos às pessoas e de as categorizarmos. Todos nós, numa questão de segundos. O que se faz a seguir, a desconstrução a que se dá ao trabalho, fica na consciência de cada um. 

Para ver, para pensar, para valer a pena.



Felicidade e Orgasmo

Tenho uma amiga, que nos primeiros tempos em que apenas começávamos a trocar histórias nossas, em jeito de confidência uma com a outra, usava expressões como:

"Isto deixou-me muito feliz!" ou "Estou muito feliz porque...". 

Para mim ela é uma pessoa extraordinária, por isso, o que me diz e partilha é importante. É minha amiga. Ponto. Os relatos dela eram de coisas simples, conquistas boas do seu dia, do seu caminho, trilhado com os dissabores normais de quem se levanta todos os dias a achar que é merecedor de ganhar a lotaria por inteiro, ou metade, ou seja o que for. Ganhar. 

Talvez muitos de nós fomos criados e influenciados por esta ideia de felicidade orgásmica. Que quando se tem o emprego certo, o ordenado certo, a casa bonita, o príncipe montado no cavalo-de-raça-branca-e-crina-ondulante-ao-vento, que apenas quando se consegue correr a maratona completa, ao pé-coxinho, então aí, se ganhava o direito de se dizer à boca cheia que se é ou está feliz. 

Esquecendo desse modo, os preliminares, o gosto da antecipação, a expetativa e a fantasia real, do que pode acontecer, culmine ou não, em orgasmo. 

Quando dei por mim, e daí ser tão importante de nos rodearmos de pessoas que nos façam bem, com frases idênticas e a usar mais frequentemente a palavra Felicidade e Feliz, sem esperar que tivesse acontecido algo de extraordinário, essa mesma felicidade multiplicou-se e foi entrando nas crenças e formas de pensar. 

Vários estudos mostram e comprovam o poder que as palavras têm. Basta fazer a experiência com alguém que se conheça. É muito simples: observem a expressão facial se disserem duas palavras tão distintas como:


borbulha ou sexo
Tens uma borbulha.  ou Queres fazer sexo?

arrumar ou  viajar
Este fim-de-semana vais arrumar o escritório. ou Este fim-de-semana vamos viajar.

ir para as aulas/trabalho ou jogar futebol
Próximo sábado tens aulas/trabalho suplementar. ou Vamos jogar mais futebol?

A lista não tem fim e depende apenas de variar entre os nossos pontos de prazer e satisfação e os que não são tanto assim. Variam em função de cada pessoa é certo, das suas experiências, vivências, da sua história pessoal. 

O que se sabe também é que rodearmo-nos do que nos faz bem, muda as nossas ligações neuronais e a percepção que fazemos da realidade. 

Não é por se dizer trinta, cinquenta vezes ao dia, a plenos pulmões que estou feliz, que nos vai arrancar da cama mas predispõe a fazê-lo. Por outro lado, assumir as pequenas felicidades de cada dia, muda também os nossos centros percetivos do que nos acontece. Assumir que somos felizes por abrirmos um frigorífico e lá encontrarmos o essencial para nos nutrir, que temos pelo menos uma, duas pessoas a quem pedir um abraço, que conseguimos sair da nossa zona de conforto, com todas as imperfeições, mas que a tentativa valeu pelo esforço e empenho colocado nessa experiência.

Vende-se a Felicidade como se de um orgasmo se tratasse. E quando assim é, também é bom. Mas ficar à espera, do fogo de artifício, e perder a festa a passar e a banda a tocar é puro desperdício de tempo. E um desperdício de felicidade, de todos os tamanhos e feitios.  E de entusiasmo pela vida. A de todos os dias. 






Ó jovem!

Gosto de trabalhar com quase todas as faixas etárias. 

Gosto particularmente dos jovens, dos adolescentes. De pensar com eles, de os por a pensar. Dou-lhes muito e aprendo sempre tanto com eles. Divertimo-nos quase sempre. Às vezes também lhes "ralho", coloco-lhes os limites. Gosto especialmente da energia deles, desse acreditar que está tudo em aberto, tudo é possível, que na verdade nos vamos esquecendo disso, como se de uma amnésia coletiva se tratasse, quando se chega às coisas chatinhas da idade adulta. 

Inspiro-me nessa energia. Deixo-me contagiar.

No outro dia estava com um deles. Um miúdo cheio de pinta, desafios pessoais, de superação. Naquele dia chegou até mim, ainda mais composto que o normal. Giro.

"Eu:  É lá... estás giro! Gosto de te ver assim!
Ele: Eu ando sempre pronto a brilhar. Nunca se sabe quando nos vai sair a lotaria!"

E é isto. Sabedoria ao mais alto nível.
Maravilhoso trabalhar assim, não é?






À 2ª

Todas as segundas.
Todos os dias.
Renasce o herói que há em nós, que coloca de parte os vilões e os combate e agarra com coração e alma, o melhor que temos para ser e dar.

Ser super-super-heroína/herói.
A cada momento.





Vamos cuscar? 12#

O primeirocontacto com a Raquel foi … pelo facebook. Estranho, nos dias de hoje, não é?!Na verdade já nos conhecíamos por aí e viemos a descobrir que até moramos muitoperto uma da outra. Na altura estava a lançar no blog, a semana dos passatemposcom projectos interessantes locais e foi feito o contacto mesmo assim, via redesocial. Daí a nos encontrarmos foi rápido e uma tão boa surpresa que ficou aminha vontade de dar a conhecer melhor o projecto da BeeRural, que toma corpo ealma através da Raquel.

A chegada àsede, no espaço SerQ, foi cheio de boas energias e percebi porque é que uma pessoa assim, teria que estar associada ao mel. A Raquel emana entusiasmo em cada frase queexplica, com uma ternura e saber imenso, sobre este mundo das abelhas e afins.

Da parte de trásdo escritório, duas salas, uma com mel certificado armazenado e uma outra comcolmeias e afins. Fiquei tão fascinada com as explicações da Raquel que me tiveque segurar para não comprar uma colmeia ali mesmo e começar a produzir tambémmel. É mais simples do que se pensa, na dose certa de dedicação e algunsconhecimentos práticos.

Isso e um dosmeus filhos ter pavor a abelhas. Um dia destes vou levá-los a conhecer aRaquel. É que fiquei a saber que sem abelhas, toda a produção agrícola da Europa, terminaria em dois, três anos. É um mundo por descobrir, na primeirapessoa com a Raquel, que curiosamente, rima com ... mel. Vamos cuscar?


Idade: 31

Naturalidade: Sertã

Comidas preferidas: Francesinha, arroz de maranho, bacalhau com natas

Um livro a não perder: Livro Storytelling | A magia das palavras de Gabriel García de Oro

1.     Se pudesses convidar alguém famoso (vivo ou morto) para jantar,quem escolherias e porquê?
O Mário Ferreira, do Douro Azul, pela história que nos traze todo o seu percurso até hoje, demonstrando uma fortepersonalidade e uma visão estratégica e inteligente na gestão dos negócios… ésem dúvida um grande Shark Tank.

2.     Raquel… comes mel todos os dias? Quase todos os dias, consumo por exemplo no chá, sobremesas oumesmo em pratos principais, fica muito bem o mel nos temperos. 


3.     És um doce de pessoa mas… como começou esta paixão pelas abelhas?
O interesse pela apicultura começou com aleitura de vários artigos que alertavam para ocontínuo aumento da taxa de mortalidade das abelhas e o seu impacto negativo naagricultura. Estima-se que 76% da produção alimentar na UE depende dapolinização das abelhas.
Estas palavras despertaram o meu interesse e entusiasmopara explorar o mundo das abelhas e, consequentemente, a formar-me emApicultura e a regressar a Lisboa para desenvolver a tese de mestrado com otema: “Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) na Apicultura”. Para os maiscuriosos, os SIG são uma ferramenta útil ao serviço da Apicultura, que, atravésde uma infraestrutura de dados espaciais, possibilita conhecer o Território epromover medidas preventivas que contribuam para o bem-estar das colónias.
Tudo isto, aliado à minha paixão pelocontacto com a natureza, o meio rural e a relação de proximidade com amigosligados às áreas agrícolas, foi marcante para desenvolver trabalhos nestatemática.


4.     Quando se percebe que é mesmo por aqui o caminho, que faz sentidotrabalhar no terreno, quais foram os maiores desafios que encontraste?
Quando comecei a interagir com o sector apícola um dos maioresdesafios foi conseguir reunir todas as condições para agendar visitas de campocom os apicultores e georreferenciar o número máximo de apiários, entre outrosdados, para que fosse possível desenvolver este trabalho. 

A nível empresarial as dificuldades no setor apícola são várias e,por vezes, os desafios são grandes para conseguir rentabilizar da melhormaneira o que apicultura tem de melhor. Existem várias medidas que não sãocumpridas, o que acarreta graves consequências e impossibilita a construção umaestrutura apropriada de apoio aos apicultores.

É urgente a necessidade de "bons líderes" no sectorapícola, aqueles que conseguem valorizar a apicultura, formando uma equipa e,que concordam em repartir os apoios segundo as necessidades reais dosprodutores. E eles existem e são uma referênciapara mim porque, apesar de todas as dificuldades, fazem aquilo que mais gostamdando o exemplo e motivação a outros para fazerem sempre o seu melhor.

5.     Como é o teu dia-a-dia?
O meu dia-a-dia começa por visualizar as tarefascom maior prioridade e proceder à realização das mesmas, oqual conto com o apoio da Cláudia Oliveira, queestá integrada na empresa BeeRural, desenvolvendo trabalhos na segurança ehigiene no trabalho apícola, controlo de qualidade e acompanhamento técnico aosapicultores. Entre o serviço prestado no gabinete, sempre que existedisponibilidade visito os meus apiários e prestamos apoio a outros produtores.

Cláudia Oliveira


Todos os dias são um desafio para tentarcorresponder às necessidades que existem no sector apícola sendo, por vezes,difícil ter capacidade de resposta para alguns dos problemas dos apicultores,como a disponibilidade de venda de medicamento veterinário para as doenças dasabelhas.




6.     Como surgiu a BeeRural?
Surgiuda necessidade de desenvolver estratégias para valorizar a Apicultura em Portugal. Na minha opinião e,perante a realidade que está acontecer no sector, o importante não é vendermais mas sim vender melhor, num ciclo corporativo continuo em defesa doprodutor. Durante o trabalho desenvolvido até ao momento, verifiquei queo nosso sucesso pode estar na observação dos pequenos detalhes e é nisso que amarca BeeRural aposta, de modo a  valorizara apicultura em Portugal, assim como alertar asociedade para a importância das abelhas no equilíbrio ecológico do planeta.




7.     A BeeRural é muito mais do que apenas acções de formação pontuais.Surpreende-nos com todos os serviços que disponibiliza.
 A empresa BeeRural além das formações, tem vindo a fomentarrelações de proximidade com apicultores locais, prestando um serviço técnicocontínuo; estamos a finalizar um produto de qualidade, de origem exclusivamenteportuguesa (Mel), que será reconhecida pela sua embalagem diferenciadora. Paralelamente,desenvolvemos atividades educativas com criançasdo ensino pré-escolar e 1ºciclo, de modo a alertar para a importância dasabelhas no equilíbrio ecológico do planeta.




Neste momento, colaboramos com entidadespúblicas e privadas em prol da apicultura, de modo a disponibilizar formaçãogratuita e outros apoios através do Programa Apícola Nacional (PAN).

Por último, no âmbito de apiturismo, fazemos visitas guiadas parapessoas que têm a curiosidade em conhecer o mundo das abelhas, sendo um desafioe uma experiência única.


8.     Este é um caminho de enorme persistência e em acreditardiariamente que vai correr bem. Naqueles momentos em que as dúvidas seinstalam, como fazes?
Quando as dúvidas se instalam tento pensarnaquilo que é realmente importante e agir em conformidade. Normalmente acreditoque tudo vai correr bem e que as adversidades são, por vezes, uma oportunidadepara demonstrar que somos capazes de superar as dificuldades.

9.     Trabalhas maioritariamente com pessoas mais velhas, com uma sériede hábitos instalados de décadas de prática. Como tem sido a experiência dasformações que dinamizas?
As formações que a Beerural promove têm surpreendidomuito porque recebemos pessoas de várias zonas do país e temos apicultores de umafaixa etária mais elevada, que se mostram interessados em adquirir conhecimentose novas práticas apícolas. Nos últimos anos, verificou-se umacréscimo de novos apicultores apoiados através de estratégias comunitárias,uma medida que veio contribuir para o desenvolvimento do sector e na procura danossa formação.
Não posso deixar de referir, que o sucesso danossa formação está também nos nossos formadores, que são apicultores profissionaiscom motivação para ensinar e promover técnicas que contribuam para o bem-estardas abelhas.




10. Sendo tu a abelha mestra… quem não pode faltar na tua colmeia devida?
A família e os fantásticos amigos que fiz aolongo desta caminhada. É tão bom sentir que deixamos um pouco de nós e, quemuito do que somos é o resultado dos lugares onde vivemos e das pessoas que amamos.

11. Ouvimos dizer que o mel faz bem. Para quem não gostar de mel, comoo convences a comer?
O mel além de muito saboroso é um alimento que podeser usado para fortalecer o sistema imunitário, é  considerado um adoçante natural e ajuda a eliminar as toxinas favorecendo adigestãoAlém disso, o mel é o únicoalimento naturalmente doce que contém proteínas e sais minerais, como potássioe magnésio, que são importantes para a saúde. Portanto, para  quem não goste, deve fazer o esforço paraincluí-lo na alimentação e usufruir de todos os benefícios que traz.

12. Próximos passos… quais são?
Lançamento da Marca Beerural com diferentes tipos de méis;
Estabelecer parcerias para a prestação de serviços com outrasentidades públicas e privadas;
Desenvolver condições para a produção de outrosprodutos da colmeia, como o pólen e o própolis;
Exportação dos produtos da marca Beerural;
Apostar em ferramentas de apoio a futuros trabalhos académicos
(…)

13. Este blog chama-se Penso Rápido – pequenos remédios para ascomichões do dia-a-dia. Que Penso Rápido usas no teu dia-a-dia?
Um penso rápido muito colorido, cheio de boas energias, comresiliência que qualquer pessoa vai querer ter consigo.



Ter os 3 no sítio


As mulheres são, supostamente, peritas em listas. Nas inúmeras listas para tudo que fazem para elas e sendo seres generosos, das listas que fazem para distribuir para quem as rodeia, não vá o diabo tecê-las e o resto da humanidade não ter nada para fazer. Na maior parte das vezes é necessário fazer uma lista para relembrar das listas que se fizeram, das que estão por concluir e das que é necessário começar. É uma pescadinha de rabo na boca que não acaba, a não ser que o papel acabe ou a bateria do telemóvel, onde estão armazenadas as duzentas e três listas.

Será possível viver com menos e ser mais... feliz, satisfeito?

Ter os três no sítio consiste em algo simples. Três objetivos por dia. Apenas isso. Para quem tem já o sobrolho em tique nervoso, a mão a latejar de nervos e a sentir um AVC maciço a aproximar-se,  dizendo que será impossível, pode estender e estipular três objetivos diários para o trabalho, três para o amor, três para si próprio. No fundo, para as áreas onde quer realmente avançar.

Mas apenas isso. Ter os 3, no sítio. E respirar entre um objetivo e outro. 

Porquê 3? Porque foi a conta que Deus fez e é mais fácil de rimar. Porque não nos faz rebentar a mente, nem ganhar rugas antecipadamente, ou exagerar na quantidade insana que se insiste em fazer diariamente, chegando à meta sim-senhor mas em tal estado de falecimento, que não deixa margem para apreciar o caminho percorrido. É suposto a malta ir-se divertindo, rindo e apreciando o momento. Todos eles. Corremos demais. Todos os dias. E todos os dias contam. Todos os momentos contam. Nas correrias esquece-mo-nos de os ter em conta, deixando para depois o que é tão importante agora.

Ter os 3 no sítio. Simples, como isso. 







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