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Penso Rápido

Pequenos Remédios, para as comichões do dia-a-dia.

Penso Rápido

Pequenos Remédios, para as comichões do dia-a-dia.

Todos os dias


Todos os dias, à mesma hora.
Punha os chinelos no sítio. Calçava lentamente os botins. Primeiro o esquerdo. Depois o direito. Os pés, protestavam com o cheiro da borracha escura, onde faltava o pêlo dos chinelos, a quentura do tecido aos quadrados. 

Olhava para o relógio. Estava na hora. Punha a boina. O dia estava de sol de inverno, mesmo sendo Verão. 
Um dia claro, um calor que escaldava. 
Um frio por dentro, de quem lhe faltava. 

Pegou no gato, em jeito de novelo e aninhando-o no meio da manta, no parapeito da janela, pouso-o com uma festa na cabeça. O gato esticou-se e lambeu-lhe a mão, como que a limpar as sujidades das saudades que lhe saiam da pele. Uma saudade que o fazia sair, sempre aquela mesma hora.

Desce a rua. Passo lento. Coração acelerado. Por mais que fizesse concorrência aos caracóis do quintal lá de trás, o coração sempre acelerado com a aproximação do paredão. 
Inspira, 
expira,
inspira,
 expira, quase ao ritmo da ondulação. O coração, não quer saber e solta a saudade por todo o lado e quase não lhe cabendo no peito, lança-se a descompasso, e acelera o ritmo de viver.

Senta-se. Levanta-se. Num ritual ensaiado há mais de largos meses. Uma saudade que lhe arrefece a alma, com calor que esquenta a face. Olha para o longe, mais longe que o mar alcança. Um dia, um dia, naquela mesma hora que partiu, há de chegar. Quem sabe, será hoje, será amanhã? 
A esperança é certa,
do tamanho dessa saudade,
que lhe aperta,
e ao mesmo tempo lhe dá alento,
neste sustento, de quem ama de verdade a ...

Foto desta página bonita - Darkroom.






Porque é 2ª: 1#

As segundas podiam também ser às terças. É diferente quando definimos o ponto de arranque. Às vezes já se vai na quinta-feira e ainda se sente que é para aí domingo à noite, com pouca vontade de fazer seja o que for.

Há palavras sábias que vêm com o tempo. Uma dimensão grande que se vai apoderando e por vezes, sobrepondo a nós.

Sei que o amor é importante. Tanto que às vezes nem se sabe muito bem, porque ponta começar, na mistura de amores que andam por aí: os dos filhos, do amante, namorada, do cão e chimpanzé, por estranhos, e o amor por nós

Uma certeza vai-se tendo por aqui, mesmo com todo o trabalho, persistência, enlouquecia, loucura, tristeza, gargalhada, risos ou não, com choro e desilusões, com amor, faz mais sentido. Tudo. 

Porque, por acaso é segunda, da primeira semana, do segundo mês, deste ano.

Feliz fevereiro. 



Imagem aqui.

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