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Penso Rápido

Pequenos Remédios, para as comichões do dia-a-dia.

Penso Rápido

Pequenos Remédios, para as comichões do dia-a-dia.

Quero casear

Às vezes a natureza fecha-se. Encerram-se os dias de sol. Rega-se muito a terra. Fica tudo cinzento. E é bom.

Às vezes a natureza fecha-se e é bom. Diminui o ritmo e a intensidade da luz. Fica tudo menos intenso. E é bom. Muito bom.

Hoje estamos por casa, a casear. Casear é um verbo simples, cheio de coisas boas. Cheio de cheiros da cozinha com sabor a canela, farinha, ovos e açúcar. Com texturas fofas de ovos mexidos, panquecas e queijos.

Casear é parar um pouco e deixar a chuva ditar o ritmo do dia. Deixá-los de pijama ou de semi-pijama a saborear a casa e os seus recantos, descobrir tesouros, antes que o ritmo dos dias ditem que nos temos de despachar. Hoje não quero despacho. Hoje quero casear. Parar para dar beijos e abraços, sempre que um deles me chamar. Demorar o tempo que quisermos a comer, a ler, a rir, a desenhar e pintar de cores todas as paredes da casa.

A ouvir este senhor, que lhe descobri o nome só hoje, no sítio do costume, e é a banda sonora boa para hoje.

Às vezes a natureza fecha-se e a natureza sabe. Sabe sempre o que é melhor. Quero ficar na toca. Quero casear.



Dia bom e bonito por aí.


Haja fermento

Os dias estão em ritmo muito acelerado. 
Para quem trabalha assim, gerindo os seus próprios recursos e oportunidades, há fases de maior intensidade. Por enquanto ainda é difícil de dizer que não. Porque se gosta muito do que se faz ao longo do dia e por o mês seguinte ser, quase sempre incerto. Trás os seus inconvenientes mas também um liberdade de movimentos e de gestão que não tem preço. E este ano tem sido muito generoso onde tem sido possível fazer uma planificação que vai para além de trimestral. 

Estou grata a este ano por ser possível voltar a respirar em tantos aspetos. Ao mesmo tempo e porque faz parte, outros campos se desequilibram. Leva tempo a encontrar o equilíbrio. E na verdade, este será sempre muito dinâmico, um equilíbrio desequilibrado.

Hoje é dia de respirar, de lhe juntar ... fermento. 

Fermento permite expandir, colocar ar entre as partículas. E hoje só quero isso, expandir ao máximo, dar leveza ao dia.

Dia bom por aí. Haja fermento em pó!





Coisitas leves ou coisas bouas, bouas à séria

Está calor, uma brasa. Há uma certa vontade de experimentar estrelar ovos no capo do carro. Pronto. É também a fome matinal a falar mais alto. 

Certo, certo é que apetece coisitas mais leves: frutas bouas, sumarentas. Entre uma feijoada à transmontana regado a vinho tinto e uns pastéis de bacalhau com arroz malandro, uma salada e uma imperial fresca prefere-se ... coisitas mais leves. 

E isto sem pensar em dietas exageradas. Mas no gosto por comida boua. Boua a sério em que se sinta os sabores e os temperos, sem grandes invenções.

Por isso, plano para hoje é ter um dia com coisitas mais leves. Deixarem-se chatices, rabugices e anormalidades. Adaptar a dieta da mesa, à dieta do espírito e dar, em pequenas doses, coisitas leves:


  • espreguiçar;
  • sorrir e rir;
  • saborear um chá ou café;
  • abraçar só porque sim;
  • dizer que Gosto Muito porque é tão fácil esquecer de o fazer;
  • ficar quieta por 5 minutos e respirar, respirar...

Coisitas mai´leves ou coisas bouas, bouas à séria







A vida...no seu melhor.

Quando há pequenos pela casa há sempre uma caixa de surpresas à espera em cada dia. Tudo muito planeado, dias organizados, listas feitas e uma quantidade de tarefas para fazer. Pois ... nem por isso porque eles nos dão a volta!

Há noites que se confundem com os dias e não se percebe muito bem como o sol já voltou a nascer e há que levantar. Nada de fazer ronhas ou muito tempo para queixumes. O dia está aí e é aproveitar com tudo o que é possível. E sim, com café à mistura para manter o mínimo de lucidez e não confundir de forma descarada o sal e o açúcar na comida.

Ensinam-nos que haja o que houver é para continuar, mesmo que em ritmo mais lento, ou ultra-lento (que o café ainda não fez efeito...). 

E é bom aprender estas coisas com eles. Haja o que houver, é para levantar com mais ou menos energias renovadas.

(Tem quatro anos. Dormiu talvez umas 4 horas no total, com muitas idas repentinas ao wc e mesmo assim, acordou com um sorriso doce, doce e a perguntar: "Já podemos ir brincar para a rua?" Só um pormenor...eram sete da manhã. A vida, no seu melhor. E eu não queria que fosse diferente. Pronto, pode ser com mais umas horas de sono.)


A vida numa montanha-russa

De forma descontrolada, a vida sobe, dá voltas e passa-se um bocadito. 

Como isto...










Não controlamos a velocidade mas controlamos e podemos escolher uma série de aspetos: o lugar, qual a melhor montanha-russa do parque, o local e outras coisas maravilhosas como a paisagem e se queremos, ou não, ir de estômago cheio. Com direito ou não a perder o seu conteúdo, na primeira descida. Um nojo, né? Tal como às vezes os dias.

Controla-se o que se controla. Faz-se o melhor, em cada escolha e opção. As nossas. Ficar a matutar nas escolhas que os outros deveriam ou não fazer, não adianta em absolutamente nada. Aliás, uma perda de tempo fabulosa. 

Arregaçar as mangas. Escolher a direita, a esquerda, o assim-assim. Compreender que apenas, apenas (e já é muito) se controla as nossas santas vidinhas, mesmo que sigam a alta velocidade, que os travões falhem, que a pessoa sentada no banco ao lado esteja a gritar histericamente e a ficar verde já a agoirar que daquela boca não vem nada de bom. 

A vida numa montanha-russa e está a puxar-se o travão de mão. O meu. Porque é a mim que me compete decidir. No início, no fim, nos intervalos e nos entretantos. A minha santa vidinha.




Sms sobre uma baleia

Eram perto das 16h. Confirma se recebeu alguma sms em resposta à que tinha enviado: "Como estás?"

5 longos minutos depois, a Caetana respondeu-lhe:
"Vou respirar. Vou respirar muitas vezes. Vou respirar, e arfar como se não houvesse amanhã. Vou respirar e arfar como se fosse uma baleia. É isso."

Uma baleia. Uma baleia que respira e arfe. São estes os dias que temos. De boca e pulmões grandes para a vida. Até que a vida volte a respirar ao seu ritmo.









Uma pergunta

Uma pergunta.

Se sabemos exactamente o que nos faz feliz, o que nos provoca sorrisos, o que nos dá aconchego ao coração e à alma... Porque raio não o fazemos mais vezes?

Existem tantas coisas que nos transportam para um mundo de maior serenidade e plenitude. Tantos pequenos-grandes gestos. Por isso, se há tanta coisa boa por aí, porque simplesmente não o fazer mais vezes, todos os dias?

Como agora, em que tenho aqui mesmo juntinho a mim, a princesa mais linda deste universo e o próximo. E por isso mesmo hoje fico por aqui. Porque é urgente e fundamental fazer tantas e tão boas coisas diariamente... como estar com ela neste presente do agora.



Dói a garganta

Dói a garganta. Então cala-te.

Dói a alma. Então silencia.

E quer seja o corpo ou a alma a doer, no silêncio, encontram-se respostas. Serena-se a mente, devagar. Com paciência. Com muita, muita paciência. Paciência em ouvir os mesmos e constantes queixumes e cansaços e deixá-los partir. Um a um.

No silêncio em sossegar a mente e o coração. Porque as respostas vêm. Vêm sempre, quando a mente fica em silêncio e se deixa o coração falar. 

Apenas isso, sossegar cá dentro. Cada dia um pouco mais.



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